Literatura

“A Biblioteca da Meia-Noite”,

“A Biblioteca da Meia-Noite”, de Matt Haig

Ganhei de um amigo este “A Biblioteca da Meia-Noite”. Não conhecia nem o título e nem seu autor, Matt Haig.

Li depois que ele é inglês, jornalista e escritor, romancista com várias obras publicadas em mais de trinta idiomas. E pelos conhecimentos que demonstra neste livro, pensei numa longa lista de cursos e estudos em várias matérias. Mas, pelo publicado, surpreendeu-me ter ele feito apenas os cursos de Inglês – sua língua – e História.

Surpreendeu-me porque o autor, no “A Biblioteca da Meia Noite”, esbanja conhecimento intelectual em várias “ciências” – psicologia, sociologia, física e outras – aparentemente muito consistentes, assim como domina as artes da escrita.

Já pelo argumento da história deste livro, demonstra uma inteligência superior, criativa, engenhosa, aguda.

O que az lembrar-me dos conceitos do barroco, onde a agudeza dos autores era relevada, tanto da agudeza de perspicácia – relativa às ciências que domina; quanto à agudeza de artifício, que se refere às palavras ou ações e tem a função de deleitar. Matt Haig mostrar-se “agudo” em ambos os sentidos.

Isso nos faz entrar numa história no universo de mistérios e de fantasias, sem, entretanto ser usado banal mágico do realismo fantástico. É a metafísica e não as crendices que fazem o caminho, ou os caminhos, escolhidos para levar o personagem pelas diversas vidas.

Tempo e espaço são relativos e a física quântica, usada pelo autor, permite que a protagonista possa viver – e não viver – várias vidas, cada uma com sua história, não de outrem, mas de si própria.

É muito engenhoso o recurso usado: a biblioteca não é apenas um espaço físico, mas um portal para os mais profundos recantos da imaginação humana, onde cada livro é uma história da personagem, mas todas as histórias são entrelaçadas, e cada uma representa apenas a consequência de uma decisão, por mínima que tenha sido.

É muito inteligente.

E a visita a essa biblioteca só é possível no interregno entre a vida e a não vida, e nesse limiar entre a existência e a inexistência do ser, ocorrem infinitas existências do mesmo ser.

A riqueza temática e narrativa dos acontecimentos podem parecer excessivamente intrincadas e densas, entretanto, apesar da complexidade da trama é mantido o interesse o do leitor tempo todo e o suspense é permanente.

Não comentarei sobre os fatos e a história, para não tirar o suspense e para incentivar a curiosidade para lerem.

Em suma, “A Biblioteca da Meia-Noite” é um livro que deve ser lido, pois além do prazer da leitura e da expectativa mantida em cada capítulo, proporciona conhecimentos sobre ciências ainda pouco conhecidos, e, sobretudo nos leva a muita reflexão

Ao bom amigo Gabriel agradeço a experiência de ler este excelente livro.


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