
Vinho e guerra
Don e Petie Kladstrup
Para o Clube de Leitura do Sírio
Gosto de vinho e gosto de Historia, e particularmente da História sobre a IIª Guerra Mundial.
Então, juntando a fome (de ler) com a vontade de beber, saboreei esse livrinho despretensioso que narra acontecimentos ocorridos numa guerra, travada dentro da Guerra Mundial. A Guerra dos produtores de vinho de Bordeaux, Champagne, Alsácia, Borgonha e Loire contra a ocupação Nazista, que apesar de nazistas gostavam muito, muito de vinho.
Fala-se e escreve-se muito do heroísmo dos partisans em particular e da resistência francesa em geral à ocupação nazista.
Mas a luta travada pelas famílias de produtores de uvas e de vinhos – considerados a maior riqueza econômica e cultural da França – é pouco ou não é contada.
Este livro que parece despretensioso tem uma narrativa empolgante, contando as estórias de homens e mulheres que usaram de todos os recursos – criatividade, estratagemas, artimanhas, engodos, porque não tinham recursos materiais para enfrentar o poderio bélico da ocupação. Mas o que lhes faltava de recursos, sobrava-lhes de coragem e determinação. Continuaram plantando uvas e produzindo vinhos, até mesmo sob bombardeio.
Esconderam as suas safras melhores, sabotaram os transportes que levavam seus vinhos para a Alemanha, falsificaram rótulos e vinhos, construíram cenários, enfim, ludibriaram os nazistas de todas as formas. M mas salvaram uma das maiores riquezas da França.
Pesquisas profundas, entrevistas com sobreviventes e documentação precisa, narram uma história verídica. Mas a maneira como é narrada a transformam numa leitura agradável, interessante, as vezes emocionante, como se fosse um romance.
Se V. gosta ou de História ou de vinho, ou de ambos, recomendo a leitura.
Senão, antes do primeiro gole da sua próxima taça de vinho, pense nesses heróis e… “salut”.